30 julho 2015

Visitando Washington - DC

Washington DC, é um bom destino turístico para quem gosta de museus, parques, monumentos, boa arquitetura... além de ser a sede do governo dos Estados Unidos.

Já visitei Washington outras vezes, mas sempre tenho uma impressão de deslumbramento com a cidade, provavelmente porque aprecie boa arquitetura e museus. Aqui ficam alguma dicas para quem vai visitar a cidade.

O Capitólio, há mais de 200 anos sede do Congresso, nessa visita estava em reforma. Todavia não tirou a impressão de familiaridade quando nos aproximamos de lá.


No National  Mall,  um parque urbano de formato retangular, que vai do Capitólio até o Lincoln Memorial, é possível revisitar parte da história dos Estados Unidos e você não paga nenhum tipo de ingresso.

Foi nesse parque que em 1963 Martin Luther King Jr. fez o seu famoso discurso “I have a dream” diante de 250.000 pessoas. Veja um trecho do discurso:

Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros (…)

Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
 (…) Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

 Esta é nossa esperança.


No National Mall, começamos nossa visita pelo Lincoln Memorial, com suas 36 colunas representando os 36 Estados Americanos da época de Lincoln. Dentro do memorial encontramos uma estátua de quase 6 metros desse presidente. Na parede é possível ler trechos de dois dos mais famosos discursos de Lincoln. O Memorial fica em frente de um espelho d’água, tendo ao fundo o Washington Monument.


Washington Monument, é o obelisco mais alto do mundo e pode ser visto de muitos lugares da cidade.

Nas proximidades do Lincoln Memorial, encontramos o Vietnam Memorial, construído para homenagear os militares que serviram durante a Guerra do Vietnã. O mural tem mais de 58.000 nomes e algumas estátuas de bronze de beleza ímpar.

O Jefferson Memorial, é bonito e vale a visita. Dentro da estrutura, você encontra a estátua do presidente Thomas Jefferson, uma das figuras importantes na Declaração da Independência norte americana, escrita por ele. Nas paredes internas você pode ler a Declaração.



The Martin Luther King, Jr. Memorial, também está no National Mall. A estátua de 9 metros de altura do líder americano é muito bonita! E lá é possível ler trechos de seus discursos.


Se precisar de calmaria e repouso, sente-se as margens do Tidal Bassin, uma lagoa ao West Potomac Park (na verdade, uma enseada adjacente ao rio Potomac), em torno do qual se encontram diversos monumentos. Nosso motorista, penso que para fugir um pouco do transito e repousar um pouco, passou no McDonald e dirigiu pelo entorno, nos dando oportunidade de admirar a paisagem e ouvi-lo contar histórias da vida em comunidade e das cerejeiras que floram em determinada época do ano embelezando ainda mais o lugar.

Pertinho do National Mall, para quem se interessar, há o Newseum, um museu interativo do jornalismo com displays, por exemplo, de notícias da morte de Lincoln até as notícias mais novas…
A Casa Branca, The White House, residência oficial de todos os presidentes americanos desde 1800 é simples e bonita. Vale dar uma passadinha para ver a arquitetura da casa.

Mais um memorial interessante é o World War II, com 56 colunas de granito, representando a unidade dos 50 estados norte americanos, os sete territórios federais e distrito federal (Washinton DC). No mural chamado Freedom Wall estão dispostos os nomes de vários soldados que morreram durante a guerra.

Nas proximidades do National Mall, há museus para todos os gostos e idades. Os museus Smithsonian e a National Gallery of Art são imperdíveis. Visitamos alguns... Começamos pelo Smithsonian National Air and Space Museum. Lá você encontra o avião dos irmãos Wright e o módulo de comando da Apolo 11. Vale cada minuto.

O Smithsonian National Museum of Natural History, também é muito interessante, lá você encontra um pouco da história cronológica da evolução da vida no planeta Terra. Os animais em tamanho natural são fantásticos. Nos andares superiores, você observa a evolução humana e genética. O museu possui até uma área dos insetos, onde é possível assistir através do vidro como funciona a vida dentro de um formigueiro de verdade!

O prédio do Smithsonian Institution, é conhecido como O Castelo e não é por acaso. O prédio é bonito e bem cuidado e dá a ideia do tamanho da organização Smithsonian.

Passamos em frente ao Smithsonian Museum of the American Indian, mas não entramos... o calor ganhou a batalha. Nos sentamos no gramado para recuperar as forças e seguimos para a National Gallery of Art. Pense em um lugar fantástico!!! A galeria exibe coleções permanentes de quadros e esculturas. Lá é possível encontrar exibições temporárias do mundo todo.



Vi o Pentágono ‘de perto’ em outras visitas, mas dessa vez não foi possível, estava proibido o acesso.  Todavia fizemos uma pequena visita onde ao longe avistamos a impressionante estrutura. Vemos esse prédio tantas vezes em filmes que parece que o conhecemos bem.

Há tempos leio descrições do Cemitério de Arlington, então decidimos visita-lo com calma. Em Arlington, estão sepultados militares, seus familiares e oficiais do governo de acordo com regras estabelecidas.

A caminhada é longa, assim optamos pelo TourMobile que faz paradas nos principais pontos do cemitério. Segundo informações do guia, são feitos de 25 a 30 funerais todos os dias no Cemitério e durante a visita presenciamos 3 procissões de sepultamento.

No local onde está enterrado os Kennedys há uma chama que nunca apaga e fica em frente as lápides de John e Jaqueline Kennedy. David (4 anos) vendo a chama sair do chão disse: ‘que vulcão bonito!!!’

Impressionante e comovente é a cerimônia de troca de guarda no monumento ao Soldado Desconhecido. O Congresso aprovou uma resolução em 1921 para um Memorial em Arlington em homenagem aos soldados não identificados, mortos em batalha.

O ritmo dos guardas do túmulo tem significado numérico. O número 21 é considerado uma grande honra entre os militares, que é a razão para a salva de 21 tiros. Durante a vigília, o guarda anda 21 passos na passarela ao lado do túmulo. Ele encara o túmulo por 21 segundos como um gesto de respeito, gira e para por 21 segundos antes de andar mais 21 passos para o outro lado da passarela.
Para ser considerado para a admissão dessa guarda, os homens devem ter, pelo menos, 1,75 m de altura. Todos os guardas devem passar com êxito em um curso de treinamento de 9 meses.
A troca da guarda ocorre a cada hora no outono e no inverno e a cada meia hora na primavera e no verão. A cerimônia de mudança começa com o comandante caminhando em direção ao túmulo para saudá-lo e, então, anunciando que os espectadores devem ficar em pé e quietos durante a cerimônia. O comandante, então, inspeciona a nova arma do guarda, um rifle M-14.
A seguir o comandante e o novo guarda, vão ao encontro do guarda que está saindo da passarela. Depois que os três saúdam o túmulo, o oficial dá os comandos para o guarda se retirar e o novo guarda tomar posição. Cerimonia comovente.
Lá é possível visitar o anfiteatro, onde acontecem os eventos mais significativos do Cemitério de Arlington, incluindo o Memorial Day. Neste dia, todas as tumbas ganham como decoração a bandeira dos Estados Unidos.


Nas proximidade do Cemitério de Arlington, encontramos o monumento Raising the Flag on Iwo Jima, mostrando os cinco fuzileiros navais e um paramédico da Marinha dos Estados Unidos, fincando a bandeira do país no topo do Monte Suribachi, indicando a sua conquista durante a batalha de Iwo Jima, durante a Segunda Guerra Mundial.


Se depois de visitar Washington, DC, quiser encontrar uma paisagem mais tranquila e verde vá para a cidade de Maryland. Lá encontramos uma amiga querida e passamos uma agradável manhã de conversa. Até Breve!!!


29 julho 2015

O CASTELO DO PRÍNCIPE SAPO ~ Jostein Gaarder

Vestido em seu pijama estampado com carros e motocicletas, Gregório Pegório sai de casa numa noite gelada, pisando a neve endurecida, e encontra um duende de olhos azuis e capuz vermelho. O duende, Umpin convida o garoto para comer panquecas de geléia de morango.

Gregório por curiosidade, aceita o convite. Depois do lanche Gregório e Umpin, vão na lagoa procurar por girinos. Depois de saber que um dia foi um girino, embora agora seja um príncipe, Gregório é convidado a beijar um sapo. O sapo se transforma no Príncipe Garamond. E a aventura começa…

Gregório, Garamond e Umpin vão para o castelo branco, de torres altas, cheio de soldados, as salamandras.

No Castelo do Príncipe Sapo, eles encontram: a princesa Aurora, um malvado Lorde Camareiro, uma rainha atrevida e um rei que teve o coração roubado.

Ali, certas coisas intrigam Gregório: por que será que o rei é tão parecido com o seu avô? Por que a Princesa Aurora lembra tanto sua prima Flora? Um conto cheio de metáforas… de riqueza inspiradora. Vale a leitura, você vai voltar a ter o coração de criança, por alguns momentos.


 Outros livros que eu resenhei do Gardeer são: 

25 julho 2015

O JÚRI ~ John Grisham

Até onde vai o poder de um júri e a independência dos jurados durante um julgamento? A pergunta fica ainda mais difícil de ser respondida quando a disputa judicial coloca frente a frente uma grande e poderosa companhia de cigarros e uma pobre viúva, cujo marido morreu de câncer no pulmão.
Nessa obra a indústria do cigarro está na berlinda. De um lado temos Weldall Rohr que luta pela indenização de sua cliente, a viúva de Jacob. Do outro lado temos a indústria de cigarro e seu grande leque de advogados. Durr Cable é o grande responsável pela defesa do patrimônio não só da Pynex, a indústria processada, mas de evitar futuros processos, em casos semelhantes.

Para isso, Durr irá contar com Rankin Fitch, que fará de tudo para conceber um parecer favorável do júri. Ele investiga os prováveis jurados e aspectos de sua vida que poderão levá-los a apoiar um ou o outro lado.

No meio da defesa e da acusação, fica o Júri, composto por doze membros responsáveis por ouvir cada testemunho, analisar cada prova e ao final, dar um parecer a favor ou contra uma das partes.

O que desencadeia o suspense nesse livro é o contato de Marlee com Fitch. Afinal, ela parece estar por dentro de tudo que se passa no Júri e parece estar a fim de um acordo. Mas, o que será que ela quer? Quem será que vai levar esse veredicto?

Outras resenhas de John Grisham, por ordem de publicação do autor:
1.Tempo de Matar
2. A Firma

17 julho 2015

O HOMEM QUE FAZIA CHOVER ~ John Grisham

Rudy é contratado para trabalhar na empresa de um advogado corrupto, logo após concluir os estudos. 

Deck Shifflet é seu parceiro de trabalho, ele não atua diretamente na corte porque não consegue passar no exame da ordem, mas é 'cheio de ideias' e sabe bem da lei, mesmo a lei que ele não pratica.

Rudy tem dois casos: Miss Birdie que quer mudar seu testamento e acaba alugando um Studio para Rudy e o processo da Companhia Great Benefit, que se recusa a pagar o tratamento de Donny Black, diagnosticado com leucemia.

Na busca por mais clientes, Rudy conhece Kelly Riker, hospitalizada por espancamento. O esposo a espanca constantemente, fazendo com que Rudy se compadeça de sua situação. 

Depois de ver que o FBI está vigiando a empresa onde trabalha, Deck propõe montar um escritório com Rudy. Juntos eles vão defender Donny Black… um bom livro, final surpreendente. Quem quiser, é possível ver o filme do livro.

Outras resenhas de John Grisham, por ordem de publicação do autor:
1.Tempo de Matar
2. A Firma

13 julho 2015

A CAMARA DE GÁS ~ John Grisham

Sam Crayhall está na Penitenciária do Mississippi para que seja executado na câmara de gás.

Ele foi julgado duas vezes e absolvido pelo assassinato de 2 meninos de 5 anos. O pai das crianças era um advogado judeu que lutava pelas causas dos negros em uma época de muita tensão entre brancos e negros. 

Sam era membro da Ku Klux Klan e junto com dois outros militantes colocou uma bomba no escritório de direito de Marvin Kramer. A seu favor tinha o fato de que a bomba era para ter sido ativada quando não houvesse ninguém no prédio.

Depois de 14 anos ele é novamente julgado e condenado a morte. Dessa vez ele conta com a ajuda de Adam Hill, um advogado de uma grande empresa de Chicago que recentemente descobriu que é neto Sam. Adam luta para salvar a vida de Sam e no processo escuta a história de sua família.

Muito bem escrito! Vale a pena ler sobre a vida na prisão, o desanimo, a loucura que se apossa aos poucos de quem espera a morte.


Outras resenhas de John Grisham, por ordem de publicação:
1.Tempo de Matar
2. A Firma

Esquecer o Natal ~ John Grisham

Luther e Nora, deixam a filha Blair no aeroporto. Blair vai passar dois anos no Peru, ajudando crianças indígenas em uma escola local. Em...